O Que É Um Cultivo Hidropónico (Hidroponia)

Já tinha ouvido falar da hidroponia? É uma técnica milenar cujo nome foi cunhado em 1929 pelo cientista William F. Gericke, que desenhou um sistema flutuante para cultivar tomates sem terra. A palavra vem do grego hydro (água) e ponos (trabalho): literalmente, “água que trabalha”. É a agricultura sem solo, que cultiva plantas com soluções minerais num meio aquático.

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Como funciona um cultivo hidropónico?

Baseia-se numa solução nutritiva: os fertilizantes (macro e microelementos) dissolvem-se na água, fornecendo à planta todos os nutrientes com um controlo preciso. Consoante a planta, convém adicionar um substrato sólido inerte distinto do solo que sirva de ancoragem às raízes. Os mais usados são a argila expandida, a perlita e a vermiculita: de pH neutro, proporcionam aeração, estrutura estável e fácil desinfeção.

Que vantagens tem face ao cultivo no solo?

  • Uso eficiente da água e do espaço: a água é recirculada (reduz o consumo até 90%) e permite cultivo vertical.
  • Nutrição controlada: ajusta-se a cada etapa, com poupança de fertilizantes e melhor crescimento.
  • Menos doenças: por não tocar no solo, diminui o risco de patógenos e pesticidas.
  • Mais rapidez: encurta os tempos de crescimento e colheita.

Que plantas se dão bem em hidroponia?

Algumas das melhores são a monstera, o filodendro, a calathea, o singónio, o pothos, o espatafílo, o antúrio e a aglaonema.

Melhores plantas em hidroponia

De onde vem a hidroponia?

A ideia de que as plantas necessitam sobretudo de água e oxigénio é conhecida há milénios: os Jardins Suspensos da Babilónia, os jardins flutuantes astecas ou o cultivo romano do pepino são exemplos precoces. A técnica foi aperfeiçoada no século XX (Von Sachs, Gericke) e popularizou-se após a Segunda Guerra Mundial, quando os EUA a usaram para alimentar as suas tropas onde não havia terra. Hoje a NASA até a emprega para cultivar vegetais no espaço.

Para que serve hoje?

É uma resposta à degradação de zonas agrícolas, à desertificação, às alterações climáticas e ao crescimento urbano. Já alimenta milhões de pessoas e, em pequena escala, é ideal para plantas de interior: maximiza o espaço em casa e reduz muito o consumo de água. Anima-se a experimentar?

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