A cada 5 segundos, uma área de solo equivalente a um campo de futebol é erodida no planeta, e cerca de 33% do solo mundial está degradado. É uma ameaça real para o nosso ecossistema. Por isso, a FAO celebra a 5 de dezembro o Dia Mundial do Solo, para consciencializar sobre a sua conservação.
Por que é que o solo é tão importante?
O solo é um organismo vivo: abriga um quarto da biodiversidade do planeta. Dá-nos alimentos, decompõe resíduos, recicla nutrientes e filtra contaminantes. Um solo saudável e fértil gera plantas nutritivas e oxigénio limpo. Como mostra o documentário Besa la tierra (agricultura regenerativa), o solo pode ser uma grande solução face às alterações climáticas.
Todos os anos, milhares de milhões de toneladas de CO2 são expulsas, e outras tantas são absorvidas por fixadores naturais como as algas marinhas, as florestas e o solo. Mas as monoculturas e a agricultura industrial abusam de pesticidas e arados que destroem a vida do solo, impedem a fixação do carbono e provocam desertificação.
O que podemos fazer para travar a erosão?
A terra tem capacidade natural de se regenerar. Algumas soluções:
- Praticar permacultura ou agricultura regenerativa: não arar, cobrir o solo, diversificar culturas, manter raízes vivas e usar adubos orgânicos como o composto ou o estrume.
- Aumentar a cobertura vegetal do solo.
- Parar a desflorestação e os incêndios.
- Promover a rotação e associação de culturas.
- Consumir mais vegetais biológicos.
E num apartamento? Podes compostar os teus restos orgânicos, sair para plantar na tua zona verde e cuidar dos teus vasos com adubos orgânicos. Regenerar o solo é regenerar vida: a resposta aos nossos problemas ambientais está, literalmente, sob os nossos pés.
Fontes: FAO (Dia Mundial do Solo) e Kiss the Ground.
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