Problemas Plantas Aglaonema
A aglaonema (Aglaonema, família Araceae) tem fama de indestrutível, e em boa parte conquistou-a: é das pouquíssimas plantas de interior que vivem confortavelmente num canto com pouca luz. Precisamente por isso, quando algo lhe acontece, quase nunca é a luz: é a água, o frio ou a água da torneira. Aqui tens os problemas mais comuns da aglaonema e como os solucionar.
Folhas amarelas na aglaonema
É o aviso mais frequente e, nesta planta em particular, o diagnóstico é bastante claro: excesso de rega. A aglaonema tolera ficar um pouco seca, mas o substrato permanentemente húmido asfixia a raiz.
Como saber em dez segundos se tem água a mais?
Levanta o vaso. Se pesar muito mais do que te lembras, ainda está cheio de água e não é preciso regar. Depois, mete o dedo dois centímetros: se sair húmido, espera. É mais fiável do que olhar para a superfície, que engana.
Pode ser falta de luz em vez de rega?
Quase nunca, e essa nuance poupa muito tempo: como a aglaonema aguenta a penumbra melhor do que quase nenhuma planta de interior, o amarelecimento raramente se deve à luz. Antes de a mudares de sítio, verifica a rega, a drenagem e que o prato não acumule água.
Solução: deixar secar a camada superior entre regas
Rega apenas quando os primeiros centímetros estiverem secos e usa um substrato arejado para plantas tropicais. Se o amarelecimento for geral e a rega estiver bem ajustada, então pode faltar-lhe alimento: aduba na primavera e no verão e reforça a folha com um tratamento foliar.
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Manchas escuras com aspeto oleoso: o frio

Se aparecerem manchas acinzentadas ou acastanhadas com aspeto húmido, quase oleoso, e além disso estiverem sobretudo na face virada para a janela, não procures fungos: é dano por frio.
Por que é que o frio afeta tanto esta planta?
Porque a aglaonema é das plantas tropicais mais sensíveis ao frio que existem. Abaixo de uns 15 ºC os seus tecidos começam a danificar-se, e basta o vidro frio de uma janela no inverno, uma corrente da porta ou um bocado na varanda para a marcar. Regá-la com água muito fria produz o mesmo efeito a partir da raiz.
Solução: afastá-la do vidro e regar com água tépida
Afasta-a da janela, protege-a de correntes e nunca a deixes num alpendre ou numa varanda no inverno. Rega com água à temperatura ambiente. As folhas danificadas não recuperam: retiram-se, e as novas sairão bem se a temperatura se estabilizar.
Perde o vermelho ou o rosa e fica verde
Compras uma Red Fire, uma Flamingo ou uma Pink pela sua cor, e passados alguns meses as folhas novas saem cada vez mais verdes e sem brilho. É a queixa mais repetida com esta planta e tem uma explicação muito concreta.
Por que perde a cor se aguenta a pouca luz?
Porque essa famosa resistência vale sobretudo para as variedades verdes. As zonas vermelhas e rosas têm menos clorofila e não alimentam a planta: na penumbra, a aglaonema deixa de as produzir e tira folhas verdes, que lhe rendem mais. A Pictum Tricolor faz o mesmo com o seu padrão camuflado, que se esbate sem luz.
Solução: luz indireta brilhante ou variedade verde
Aproxima-a de uma janela sem sol direto, que queima as folhas. A cor não volta nas folhas velhas, mas as novas sairão com o tom correto em poucas semanas. E se o teu canto é realmente escuro, escolhe diretamente uma variedade verde: aguentará muito melhor e não terás o desgosto.
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Pontas e bordas castanhas e secas
Quando apenas as pontas e as bordas secam enquanto o resto da folha permanece saudável, há dois culpados habituais, e nenhum é a rega.
Como afeta o ar seco do aquecimento?
Vem da selva tropical e, embora se adapte bem a ambientes secos, o ar dos radiadores encarquilha as bordas da folha. Agrupa-a com outras plantas ou coloca uma bandeja com argila expandida húmida debaixo do vaso.
Por que a água da torneira queima as pontas?
Pelas sais acumulados. As aglaonemas e seus parentes aroideas são sensíveis ao excesso de cal e aos aditivos da água corrente, que se vão concentrando no substrato e acabam por queimar a extremidade da folha, que é o último lugar onde a água chega.
Solução: água repousada e lavagem anual do substrato
Rega com água repousada 24 horas ou da chuva, e uma ou duas vezes por ano rega em abundância para lavar os sais do substrato, deixando escorrer bem pelos buracos.
Folhas enroladas: não te alarmes

Vês uma folha enrolada sobre si mesma e dás por certo que algo está mal. Na aglaonema, na maioria das vezes é completamente normal.
É normal as folhas novas saírem enroladas?
Completamente. As folhas da aglaonema nascem enroladas, como um corneto, e vão desdobrando-se sozinhas ao longo de alguns dias. Não há nada a fazer a não ser ver como se abrem.
Quando é que uma folha enrolada é um aviso?
Quando se enrola ou se dobra uma folha já madura. Aí costuma apontar para correntes de ar, temperatura instável ou apodrecimento da raiz por excesso de água. Verifica por esta ordem: primeiro onde está colocada, depois quanto pesa o vaso.
Caule mole na base e planta que se deita
Se a planta abre, os caules deitam-se e ao apertar a base os sentes moles e com mau cheiro, há apodrecimento. É o desfecho do excesso de água contínuo, e na aglaonema agrava-se com o frio: raiz molhada mais temperatura baixa é a combinação que a mata.
É possível salvar uma aglaonema com a base podre?
Sim, desde que fique rizoma saudável. Tira-a do vaso, retira todo o substrato e corta com tesoura limpa até encontrar tecido firme. A aglaonema rebrota bem da base, por isso costuma recuperar mesmo que percas parte da planta.
Solução: replantar em substrato novo e dividir a planta
Replantar a parte saudável em substrato para verdes tropicais, em vaso ajustado e com furos, e não regar durante vários dias. Aproveitar o momento para dividir a planta se tiver vários pés: é a forma mais fácil de a multiplicar.
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Sai uma flor e para
De vez em quando a aglaonema produz um espádice, uma espécie de espiga com uma bráctea esverdeada, semelhante à do espatifilo mas muito mais discreta. É sinal de que a planta está confortável.
Por que é conveniente cortar a flor da aglaonema?
Porque não tem valor ornamental e consome bastante energia. Se a deixares, a planta investe nela o que poderia estar a pôr em folhas novas, e notarás que se atrasa. Corta-a pela base assim que aparecer, a não ser que te apeteça vê-la por curiosidade.
Pragas: aranha vermelha e cochonilha
É uma planta bastante resistente e as pragas não são o habitual, mas quando aparecem costumam ser aranha vermelha, favorecida pelo ambiente seco, e cochonilha algodonosa escondida nas axilas das folhas. Também podem surgir tripes, que deixam um pontilhado prateado.
Solução: sabão de potássio ao amanhecer ou ao entardecer
Pulveriza sabão potássico a cada 5 ou 7 dias enquanto a praga persistir, molhando bem o verso da folha, e nunca com a planta ao sol. Aumentar a humidade ambiental corta a aranha vermelha pela raiz. No interior não uses terra de diatomáceas.
Que manutenção previne as pragas nesta planta?
Limpar as folhas. São grandes e largas e acumulam pó, que reduz a fotossíntese e esconde as primeiras pragas. Passar um pano húmido a cada poucas semanas é, de facto, a melhor revisão preventiva que existe.
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Manchas foliares e fungos
Com humidade alta e pouca ventilação podem aparecer manchas foliares com halo amarelo, e em substratos encharcados os fungos do solo atacam a base.
Como distingo uma mancha de fungo do dano por frio?
Pela borda. A mancha fúngica costuma ter um contorno definido e um halo amarelo à volta; a do frio é mais difusa, húmida e sem borda clara, e aparece na face exposta à janela. Confundi-las leva a tratar com fungicida algo que só se resolve movendo a planta.
Solução: ventilar e prevenir com cavalinha
Retira as folhas afetadas, ventila a divisão e não molhes a folhagem ao regar. De forma preventiva, alterna puré de urtigas, que fortalece os tecidos, com cavalinha, rica em sílica, a cada duas ou três semanas.
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A aglaonema é tóxica?
Sim. Como todas as aráceas, contém cristais de oxalato de cálcio. Se um cão ou um gato mordiscar uma folha sentirá ardor de imediato: salivação abundante, inchaço da boca e da língua, dificuldade em engolir e, por vezes, vómitos. Não costuma ser grave, mas é doloroso e incómodo para o animal. A seiva também irrita a pele sensível, por isso convém usar luvas ao podar ou ao dividir a planta, e lavar as mãos depois. Mantém-na fora do alcance de animais de estimação e crianças pequenas e liga para o veterinário se suspeitares que a comeu.
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