Cuidados Bignónia
Como cuidar da bignonia, passo a passo
A bignonia (Campsis radicans), ou trombeta trepadeira, é uma das trepadeiras de exterior mais vigorosas e espetaculares: no verão enche-se de flores cor de laranja em forma de trombeta que atraem abelhas e polinizadores. É rústica, resistente ao calor e muito pouco exigente. O seu único desafio é controlar o seu crescimento.
Atenção: a sua seiva pode provocar irritação e dermatite de contacto em peles sensíveis, e a sua ingestão pode causar desconforto digestivo. Por precaução, não a consideramos pet friendly: manipule-a com luvas e evite que animais de estimação e crianças a mordisquem.
De quanta luz precisa a bignonia?
Pleno sol direto. É o que estimula a sua floração. Em meia sombra, cresce igualmente vigorosa na folhagem, mas irá florescer muito pouco ou nada, que é a queixa número um com esta planta.
Com que frequência se rega a bignonia?
Moderado, e pouco uma vez estabelecida. Nos primeiros meses após a plantação, regue-a regularmente para que enraíze; a partir daí, é muito resistente à seca. Aumente ligeiramente a frequência em ondas de calor e em vaso, onde seca muito mais rapidamente.
Que substrato precisa a bignonia?
Adapta-se a quase tudo, inclusive a solos pobres, desde que drenem bem. Não precisa de terras ricas: de facto, um solo demasiado fértil favorece muito ramo e pouca flor.
Como se aduba a bignonia?
Uma vez por mês na primavera e verão com adubo orgânico líquido na rega. Com esta planta convém não exagerar no nitrogénio: o excesso traduz-se em folhagem exuberante com poucas flores.
Porque é que a minha bignonia não floresce?
Normalmente, é uma destas quatro razões, por ordem de frequência: falta-lhe sol direto; excesso de adubo nitrogenado; foi podada na altura errada, eliminando a madeira que iria florescer; ou é simplesmente uma planta jovem, pois pode demorar dois ou três anos a dar a sua primeira floração séria.
Quando se poda a bignonia?
No final do inverno, antes de brotar. Floresce na madeira do ano, por isso admite uma poda forte: deixe uma estrutura principal e corte os rebentos laterais deixando poucas gemas. Essa poda drástica é precisamente o que provoca uma floração abundante e mantém a planta sob controlo.
A bignonia é invasiva? Onde não convém plantá-la?
Convém saber antes de plantar: a bignonia é muito vigorosa e emite rebentos da raiz a alguma distância da planta mãe. Evite colocá-la junto a alicerces, muros delicados, tubagens ou piscinas. Se tiver pouco espaço, cultive-a em vaso grande: limita o seu crescimento e mantém-na perfeitamente controlada.
Precisa de tutor ou suporte?
Sim, e um sólido. Trepa agarrando-se com raízes adventícias, por isso sobe sozinha por muros e troncos, mas com os anos atinge um peso considerável. Dê-lhe uma pérgula, treliça ou estrutura firme desde o início.
Como se reproduz a bignonia?
Com muita facilidade. Por estacas semilenhosas no verão, por alporquia de um caule longo, e sobretudo separando os rebentos de raiz que saem à volta da planta mãe, que já vêm com raiz própria.
A bignonia é tóxica para cães e gatos?
Por precaução, sim, tratamo-la como não apta. A sua seiva é irritante e provoca dermatite de contacto em pessoas sensíveis, e a sua ingestão pode causar desconforto digestivo em animais de estimação. Use luvas ao podá-la e mantenha-a fora do alcance de cães, gatos e crianças.
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