A rega é uma das tarefas fundamentais no cuidado das plantas. Mas quando regar? A frequência e o método são cruciais para acertar. Hoje, vamos partilhar vários sistemas de autorrega caseiros, económicos e ecológicos, para que as suas plantas se mantenham bem hidratadas e ganhe autonomia no jardim e na horta. Tome nota!
O que são os vasos de autorrega?
Também conhecidos como sistema de autorrega natural, são ânforas ou vasos de terracota microporosa que são enterrados no substrato e fornecem água às plantas até 1,5 vezes o seu diâmetro. Este material nobre e sustentável permite que as moléculas de água atravessem o barro de acordo com o que cada planta necessita. A água é absorvida progressivamente e sem excessos, evitando o stress hídrico e a proliferação de doenças e fungos por excesso de rega.
Como fazer a sua própria autorrega passo a passo?
Materiais de que vai precisar: 1 vaso de barro de 20 a 25 cm de diâmetro, 1 prato de barro do mesmo tamanho, 1 rolha de vinho ou champanhe e uma pá pequena.
- Passo 1. Tape o fundo com a rolha. Passe-a por dentro e rode-a para que se fixe bem. Se o buraco for demasiado grande, sele-o com o que tiver à mão.
- Passo 2. Teste a vedação. Encha o vaso com alguns centímetros de água e deixe repousar por 1 hora: deve gotejar muito ligeiramente. Reabasteça e deixe repousar durante a noite; se continuar a ter fugas, a rolha não está bem apertada.
- Passo 3. Cave um buraco a 80% da altura do vaso, coloque-o dentro e adicione terra à volta para que fique bem em contacto.
- Passo 4. Encha o vaso e tape-o com o prato. Assim, evita a evaporação e a reprodução de mosquitos na água.

Como funciona a técnica do barbante?
Consiste em encher um recipiente com água e colocar um cordel ou fio de algodão que ligue o vaso à água: uma extremidade submersa e a outra um pouco enterrada no substrato. É importante que o recipiente com água fique mais alto do que os vasos. O fio absorve a água, que se desloca por ele, mantendo o substrato húmido.
Não o recomendamos para suculentas nem se tiver animais de estimação em casa, porque certamente acabarão por mordê-lo.

Em que consiste a técnica do pratinho?
Consiste em colocar água no prato ou tabuleiro onde o vaso assenta. Para aplicar, o recipiente deve ter pelo menos um buraco de drenagem, pois o objetivo é que o substrato se humedeça por baixo e as raízes absorvam a água necessária. O tempo e a quantidade variam conforme o tipo de planta.
É muito eficaz se for de férias. No entanto, evite-o com suculentas e catos: é preferível que passem 15 dias sem rega a que as suas raízes estejam em contacto contínuo com a água.

Como fazer uma rega por gotejamento solar com garrafas?
Pegue em duas garrafas de plástico de tamanhos diferentes (5 l e 1,5 l). Corte a pequena ao meio e retire a parte inferior da grande. Encha a pequena, coloque-a em contacto com a terra perto das culturas e ponha a grande por cima, certificando-se de que pode abrir a tampa para a reabastecer. Em seguida, adicione cerca de 20 cm de cobertura morta à volta.
Os raios solares evaporam a água, que se condensa nas paredes da garrafa grande, desliza para a terra e rega-a. O sistema é autónomo e dura aproximadamente 2 semanas.

E os tubos de terracota?
São perfeitos para plantas em vaso, de interior ou exterior. É o mesmo conceito que os vasos: tubos de terracota microporosa que se enterram no substrato e se enchem de água aproximadamente uma vez por semana. As plantas absorvem o que precisam por capilaridade, tornando-se autossuficientes durante 1 ou 2 semanas, dependendo das suas necessidades e da temperatura exterior.
Quando é melhor regar?
Em épocas quentes, o melhor momento é o entardecer, quando o sol já se pôs. Nunca regue sob sol pleno, a menos que veja uma planta muito desidratada; nesse caso, evite molhar a folhagem. O entardecer é ideal porque as plantas absorvem nutrientes e fazem fotossíntese durante a noite. De manhã cedo também é válido, mas corre-se o risco de as folhas molhadas não secarem e, ao meio-dia, os raios gerarem um efeito lupa.
No inverno, pelo contrário, é preferível regar a meio da manhã: a rega noturna intensifica o frio no substrato e pode congelar as raízes.
Que tipo de água é melhor?
Sem dúvida, a água da chuva: é natural e gratuita. Pode recolhê-la, tendo o cuidado de que não estagne para evitar a formação de larvas de mosquito (é melhor engarrafá-la).
A água da torneira pode conter salitre, cloro e outras substâncias, por isso não é a mais recomendável, embora possa usá-la: deixe-a repousar num recipiente aberto uma noite ou 24 horas para que o cloro evapore. Para espécies delicadas como as carnívoras, recomenda-se água destilada.
Outras práticas sustentáveis: colocar um balde no duche enquanto a água quente sai, ou reciclar a água do ar condicionado. Neste último caso, verifique se é apenas água de condensação e se não arrasta óleos ou outros líquidos que possam danificar as plantas. Em caso de dúvida, teste apenas numa planta.
Esperamos que se anime a experimentar estas técnicas de rega caseiras. Até ao próximo post!
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