Quando falamos de plantas pouco comuns, com formas diferentes ou crescimentos fora do habitual, tendemos a pensar o que são as plantas exóticas e por que é que elas nos fascinam tanto. São espécies que provêm de outras partes do mundo e que, fora do seu ambiente natural, precisam de cuidados específicos. Compreender a sua origem é fundamental para as poder cuidar bem e desfrutá-las sem frustrações.

Plantas exóticas
Nem todas as plantas que parecem diferentes são exóticas. Em botânica, uma planta é considerada exótica quando não é originária do local onde é cultivada. Procede de regiões com climas, solos e estações muito distintas. Selvas tropicais, zonas áridas ou áreas subtropicais costumam ser a sua origem.
Dentro das plantas exóticas existe muita diversidade. Encontramos espécies tropicais de folha grande, plantas suculentas africanas, epífitas americanas ou arbustos asiáticos. Não são consideradas exóticas pela sua aparência, mas porque fora do seu ambiente natural precisam de cuidados humanos para crescer e desenvolver-se bem.

Cuidados de plantas exóticas
Cuidá-las é fácil se entendermos bem as suas necessidades. Nas plantas exóticas, o tipo de cuidado depende diretamente do seu local de origem, e aí está a chave. Luz, temperatura, humidade do ar e substrato devem ser ajustados para evitar stress ou problemas nas raízes.
Ao contrário de plantas mais robustas, as plantas exóticas não toleram os excessos. A rega é o erro mais comum, seguido de uma má localização. Entender se uma espécie é tropical, semiárida ou epífita ajuda a adaptar os cuidados e a manter um crescimento saudável e estável a longo prazo.

Exemplos de plantas exóticas
Na Europa e, em concreto, em Portugal, muitas plantas exóticas adaptaram-se bem graças ao clima ameno de muitas zonas do país. Mesmo assim, o seu bom desenvolvimento depende sempre de entender de onde provêm e de que condições precisam para crescer de forma estável.
Entre as plantas exóticas mais comuns em Portugal encontramos a Monstera, originária do México e América Central; a Strelitzia ou Ave do Paraíso, procedente da África do Sul; e as Cannas, próprias de regiões tropicais da América. Também são comuns as palmeiras canárias, originárias das Ilhas Canárias, e o Adenium, que procede de zonas secas da África oriental e da península arábica.
No interior, destacam-se os Ficus, de origem asiática tropical, as Calatheas, próprias das selvas da América Central e do Sul, e espécies como Tillandsias e Bromélias, originárias do continente americano. Todas elas adaptam-se bem a espaços quentes e com uma humidade adequada.
Escolher bem as plantas exóticas implica prestar atenção à temperatura mínima, à humidade ambiental e às horas reais de luz disponíveis.
As plantas exóticas não têm mistério, basta entender o que precisam. Quando se sabe de onde vêm e o que precisam, tudo encaixa e cuidá-las torna-se parte do prazer.
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