A sanseviéria, ou como muitos a conhecem, a espada-de-São-Jorge, é uma planta super-resistente que sobrevive a condições algo extremas. Mas isso não significa que nos possamos esquecer dos seus cuidados: a sua rega é, de facto, uma das chaves para a manter saudável. Contamos-lhe como e quando regá-la para que a possa desfrutar ao máximo.
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Como se rega uma sanseviéria?
É muito simples, mas só se souber como fazê-lo. Esta planta é muito eficiente a armazenar água nas suas folhas grossas e carnudas, pelo que não requer regas frequentes. O importante: é muito mais fácil afogá-la do que descurá-la. A água que não drena bem pode apodrecer as raízes rapidamente, por isso é essencial um substrato com boa drenagem e deixar que seque entre regas.

Ao acumular água nas suas folhas, resiste bem aos períodos secos, por isso pode espaçar as regas sem medo que se desidrate. Um truque simples: toque na terra; se ainda estiver algo húmida, espere. No seu habitat natural recebe pouca água, não precisa de estar constantemente encharcada.
De quanto em quanto tempo se deve regar a espada-de-São-Jorge?
Depende das condições. Em vaso, o substrato seca mais rapidamente do que no solo. Como regra geral, regue a cada 2 ou 3 semanas, mas certificando-se sempre de que a terra está seca ao toque. Em interior demorará mais a secar do que em exterior, onde a temperatura e o sol aceleram a evaporação. Se o vaso for muito grande e não puder levantá-lo para sentir o seu peso, use um pau para verificar a humidade do fundo.
No inverno, o frio retarda a evaporação e necessitará de menos água; no verão, o seu ciclo de crescimento acelera e exigirá mais. Ainda assim, é sempre melhor pecar por defeito do que por excesso: a sanseviéria tolera bem a secura, mas o excesso de água causa estragos.
E se lhe faltar água? Sinais de rega escassa
Sempre se fala do excesso de rega como o grande inimigo da espada-de-São-Jorge, mas a escassez também cobra o seu preço, embora o faça em silêncio. É especialista em disfarçar: quando finalmente mostra sinais, já está sedenta há bastante tempo.
- As folhas enrugam por falta de turgência, parecem mais finas e caídas, perdendo a sua rigidez característica.
- Em casos extremos, aparecem manchas castanhas nas bordas: a planta consumiu as suas próprias reservas.
- Se o substrato estiver completamente seco por muito tempo, as raízes podem desidratar e entrar em latência, travando o crescimento.
- Repetido várias vezes, a planta torna-se mais vulnerável a pragas como a aranha vermelha, que adora ambientes secos.
Recuperá-la após uma seca prolongada leva o seu tempo e nem sempre volta a estar tão saudável. O ideal é não esperar por esses sinais e regar apenas quando o substrato estiver seco em profundidade, mas sem chegar a ficar completamente ressequido.
Em resumo, regar bem a sanseviéria é mais simples do que parece: preste atenção aos sinais da planta e seja paciente. Se lhe der a quantidade certa de água, a sua espada-de-São-Jorge irá agradecer.
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